Migração do Rastro → máquina nova (Gitea + Coolify)
Guia para mover a produção do Rastro (hoje em Docker Swarm na VPS 136.0.53.6) para a máquina nova, que usa Coolify e um Gitea interno (git + registro de imagem Docker).
Escopo: migra a ESTRUTURA (o stack) + só os DADOS DE USUÁRIO/CONFIG. Documentos, passagens, rotas e mídias NÃO vão (já foram limpos; a base voltou a ~1,6 GB).
Realidade do Rastro (importante)
Não é uma imagem única. São 2 imagens custom + 5 de infra públicas:
| Imagem | Origem | Serviços |
|---|---|---|
rastro-node |
build local → Gitea | backend, web, admin, ingestor, processor, dfe-worker, migrate |
rastro-analytics |
build local → Gitea | analytics (Python) |
timescale/timescaledb-ha:pg16 |
Docker Hub | db |
rabbitmq:3-management |
Docker Hub | rabbitmq |
minio/minio:latest |
Docker Hub | minio |
gotenberg/gotenberg:8 |
Docker Hub | gotenberg |
osrm/osrm-backend:latest |
Docker Hub | osrm (opcional) |
Por isso o deploy no Coolify é via Docker Compose (deploy/coolify-compose.yml), não
"1 app = 1 imagem".
Registro — mesmo Gitea, duas rotas:
- PUSH (build de fora, ex.: VPS antiga/seu Mac):
gitea.externo.utic.app.br— o único que resolve fora da rede da UTIC (ointernodeu timeout). - PULL (Coolify, que é interno):
gitea.interno.utic.app.br— é o hostname que a máquina do Coolify enxerga, e sem credencial (interno). É o que vai nasimage:do compose.
As imagens já estão publicadas (namespace ericoalmeida):
…/ericoalmeida/rastro-node:latest e …/ericoalmeida/rastro-analytics:latest. Veja em
https://gitea.externo.utic.app.br/ericoalmeida/-/packages. (docker.bretones.app que o Leo
citou é o registro de OUTRO projeto dele — não é o nosso.)
Pré-requisitos (você faz no navegador)
- Usuário no Gitea em https://gitea.externo.utic.app.br (crie ou use o seu).
- Token de escrita de pacote: Settings → Applications → Generate New Token com o escopo de write:package (registro Docker). Guarde o token.
- Anote seu namespace (o usuário/organização — ex.:
erico). As imagens vão paragitea.externo.utic.app.br/<namespace>/rastro-node:latest.
Fase 1 — Enviar as imagens para o Gitea
De uma máquina que alcança gitea.externo.utic.app.br e tem o repo (a VPS antiga
serve — é amd64 e rápida; ou seu Mac). Na raiz do repo:
make login NAMESPACE=<seu-namespace> # docker login (usuário + token)
make deploy NAMESPACE=<seu-namespace> # build + push das 2 imagens
make deploy= build (--platform linux/amd64) + push. Se a máquina nova for arm64, rodemake deploy PLATFORM=linux/arm64(buildando no Mac, que é ARM nativo).
Confirme no Gitea (aba Packages do seu usuário) que rastro-node e rastro-analytics
aparecem.
Fase 2 — Subir o stack no Coolify
- No Coolify: New Resource → Docker Compose.
- Cole o conteúdo de
deploy/coolify-compose.yml. - Environment variables: use
deploy/.env.coolify.examplecomo base. Preencha os segredos/cert/ONE com os valores reais (copie de/opt/rastro/.envda VPS antiga — posso transferir por scp). AjusteWEB_DOMAIN/ADMIN_DOMAINpara os domínios novos eREGISTRY/NAMESPACE. - Registro privado: aponte o Coolify para o Gitea (Sources/Registries) com o mesmo
usuário+token, para ele puxar
rastro-node/rastro-analytics. (Se o Gitea for interno à máquina do Coolify, o pull é direto, sem credencial — como o Leo disse.) - Domínios / roteamento (a parte fina): o front chama a API em same-origin
(
/apie/healthno MESMO domínio). Configure no Coolify:web→https://${WEB_DOMAIN}(porta 39000)admin→https://${ADMIN_DOMAIN}(porta 39020)backend→ responder${WEB_DOMAIN}/api,${WEB_DOMAIN}/health,${ADMIN_DOMAIN}/api,${ADMIN_DOMAIN}/health(porta 39010) — roteamento por PATH. Se o roteamento por path do Coolify complicar, a alternativa é dar ao backend um domínio próprioapi.<dominio>e rebuildar web/admin comVITE_API_BASE_URL=https://api.<dominio>(o CORS já cobre isso viaCORS_ORIGINS).
- Deploy. Na 1ª subida, deixe ingestor e dfe-worker parados (scale 0) — sobem só
quando você quiser puxar dados. O
migrateroda uma vez (cria o schema) e sai.
Fase 3 — Restaurar os dados de usuário
O dump está em data-migration/rastro-userdata.sql (2,1 MB — usuários, RBAC, 5.922
pórticos, blacklist, thresholds de calibragem, ncm_ref, cursores).
Depois que o migrate criar o schema, carregue o dump no container do db (ex.: via
terminal do Coolify no serviço db, ou docker exec):
# copie o arquivo para dentro do container do db, então:
psql -U rastro -d rastro -v ON_ERROR_STOP=1 <<'SQL'
BEGIN;
TRUNCATE app_user, role, permission, role_permission, user_role, user_session,
equipment, volante_selection, ingestion_cursor, ingestion_control, ncm_ref,
intel_threshold, entity_blacklist, blacklist_event, audit_log, access_request_log,
process_lock RESTART IDENTITY CASCADE;
SQL
psql -U rastro -d rastro -f /caminho/rastro-userdata.sql # tem SET session_replication_role p/ FK circular
psql -U rastro -d rastro -c "ANALYZE;"
O
TRUNCATEantes evita conflito com qualquer linha que o schema-init tenha semeado. O dump já desabilita os triggers de FK (por causa da FK circular doapp_user).
Login: os mesmos usuários da VPS antiga (ex.: ericoengcomp@gmail.com). Se preferir começar
com um admin novo, dá pra semear com pnpm --filter @rastro/db seed (variáveis ADMIN_SEED_*).
Fase 4 — Certificado A1 e OSRM (quando precisar)
- Certificado A1 (.pfx) — necessário para a drenagem/consultas SEFAZ. Copie o
.pfxda VPS antiga (/opt/rastro/certificado/) paraCERT_HOST_DIRna máquina nova e confiraDFE_CERT_PFX_CONTAINER_PATH/DFE_CERT_PASSPHRASE. Sem ele, ingestor/dfe-worker não autenticam no fisco (mas o resto do sistema sobe). - OSRM (rotas no mapa) — descomente o serviço
osrmno compose e leve o grafo do Brasil (brazil.osrm*, ~12-15 GB) paraOSRM_DATA_DIR. Sem ele, o roteamento vira no-op (sem linhas no mapa) — aceitável até haver dado transacional de fato.
Verificação
web/adminabrem e o login funciona (usuário do dump).- Admin lista os 5.922 pórticos (equipment) e as permissões/roles.
migrateterminou como complete/exited 0; sem erro novo nos logs dos serviços.- Banco:
SELECT count(*) FROM equipment;→ 5922;FROM app_user;→ seus usuários.
Rollback
A VPS antiga (136.0.53.6) continua intacta (stack fora do ar, volumes de 84→2,3 GB preservados). Nada aqui a toca — se algo falhar na máquina nova, a origem segue disponível.